Longe dos palcos, Elizabeth Barbosa, a Beth Boné, encontrou em Maricá o seu refúgio

O tempo parece não ter passado para Beth. Com a alegria e a vitalidade dos tempos da Discoteca do Chacrinha ela vive em uma casa com o marido em Maricá

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“Alô, Terezinha!” “Quem não se comunica se trumbica.” “Na TV nada se cria tudo se copia.” “Eu vim para confundir e não para explicar.”Essas são algumas das frases que marcaram a carreira de Aberlado Barbosa, o Chacrinha. Se fosse vivo, Chacrinha comemoraria 100 anos no dia 30 de setembro desse ano.

Abelardo começou sua trajetória no rádio, mas encontrou o ápice da sua carreira como Chacrinha na TV – e no clássico Cassino do Chacrinha, exibido nas tardes de sábado da Globo, entre 1982 e 1988, ano em que ele morreu. Rodeado por chacretes, o comunicador colecionou uma série de bordões . Ao lado dele estavam belas mulheres, uma dessas é Elizabeth Barbosa da Cruz Alves, a Beth Boné. Morando há 15 anos em Maricá, ela diz que não troca a vida na cidade por nenhum outro lugar. “Meu marido comprou esse terreno e construiu uma casa. No começo usávamos apenas para veraneio. Com o aumento da violência na cidade do Rio de Janeiro, decidimos que viríamos de vez para Maricá”, contou.

Beth Boné começou a dançar com 17 anos em bailes e como dançarina em conjuntos que faziam sucesso na época. A estreia na televisão foi no programa de Jair de Taumaturgo(Festa do Bolinha) e fez teatro com Ester de Tarcitano. Posteriormente, inscreveu-se no concurso das Chacretes, em 1972, quando era apresentado na Tv Tupi, vencendo 1.310 candidatas. Após seis anos, deixou o programa em 1979 e, participou ainda do programa Rio da Samba, de João Roberto Kelly, durante três anos.

O apelido ela conta que surgiu porque como era muito loira, usava o boné para se esconder. Até que um dia foi chamada pelo Chacrinha para ir até o camarim dele. “Na ocasião, ele disse que eu deveria usar o boné em todas as apresentações, mas disse que só tinha uns três. Ele então disse para dar um jeito e que queria eu usando o boné”, comentou.

Dos momentos ao lado do velho guerreiro, Beth conta que foram inesquecíveis e guarda com carinho tudo o que aprendeu naqueles anos. “Foi graças a ele que ficamos conhecidas e pudemos fazer nosso nome. Ele fazia questão de nos chamar pelo nosso nome”, disse.

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Rally

Uma das paixões de Beth é o automobilismo. Quando conheceu o marido, ele já participava de competições de rally.De acordo com Beth, ela e uma amiga eram a única dupla feminina a participar desse tipo de competição.”Meu marido foi transferido para Brasília e quando chegamos lá  acabamos participando de alguns eventos, mas não havia nenhum clube. Ele foi presidente do Todo Terreno Rally Clube, no Distrito Federal, fundando o clube”, disse.

Food Tuck

Atualmente, Beth e o marido montaram um food truck. E uma de suas atividades favoritas é curtir a casa e fazer costura, além de receber os amigos. “Desde que ele se aposentou, decidimos que faríamos alguma coisa para ocupar nosso tempo. Meu marido estava muito doente e veio a ideia de montar o food truck. Há quatro meses inauguramos o Bar da Beth e vendemos nossos produtos sempre nos finais de semana. Trabalho com meu genro, minha filha e minhas netas”, cinta Beth.

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