A HISTÓRIA DE LUIZ CLAUDIO COLE E SUA PAIXÃO PELAS ABELHAS

De origem italiana Luiz Claudio Cole é um conhecido apicultor em Maricá. Ele é um dos primeiros moradores do Loteamento Raphavile em Ponta Grossa e na garagem de casa montou um laboratório onde faz a produção do mel.
Casado com Rita de Cássia Portugal Cole, pai de dois filhos e avô de 4 netos, Luiz Claudio tem 78 anos e nasceu em Santa Leopoldina, no Estado do Espírito Santo, mas passou sua infância toda na cidade de Santa Tereza no mesmo estado. Ele conta que os pais trabalhavam como agricultores e o seu pai era produtor de café. “Tive uma infância muito boa. Meus avós vieram da Itália. Trabalhei como tropeiro e garimpeiro”, disse.

A paixão pelo mel


Tudo começou quando ele ainda era criança. Segundo Luiz, todo domingo ia para a casa de um tio que possuía um apiário e era um dos momentos mais legais da ida ao sítio. “Ficávamos esperando ansiosos o momento de irmos até o seu apiário das abelhas europeias legítimas, criadas em caixotes. Esperávamos os favos de mel, ele pegava uma lata de sardinha, ia no fogão de lenha, pegava um punhado de brasa, colocava um pano velho em cima e aproximava a fumaça do caixote. As abelhas se afastavam e ele cortava os favos para as crianças”, relembra.

Vinda para o Rio de Janeiro e a ligação com Maricá


A vinda da família para o Rio de Janeiro aconteceu em 1964, porque um tio, por parte de sua mãe, veio estudar para ser padre. Algum tempo depois esse tio decidiu largar o seminário.
Já em 1986, ele e a esposa compraram um sítio em Maricá. E foi em aqui que a paixão pelas abelhas voltou com força total. Segundo Luiz, um dia apareceu um enxame na cerca do sítio e ele procurou lembrar das técnicas usadas pelo tio e deu certo. “Fiz como eu via ele fazendo e consegui capturar as abelhas. Com o tempo toda vez que precisavam de alguém para resgatar, me ligavam. Até mesmo o pessoal do Bombeiro fazia chamados”, contou.
Devido a grande procura, ele decidiu se especializar e fez curso de apicultura no Horto do Fonseca. Em uma das primeiras aulas práticas todos os alunos receberam a roupa para manusear a colmeia, mas ele acabou ficando sem. “Fui sem a roupa mesmo. O professor ficou espantado com todas as técnicas que usei para retirada do quadro com as abelhas e perguntou se eu já tinha estudado antes”, relatou.
Hoje ele conta que é responsável por apiários distribuídos em diversos municípios do Estado do Rio de Janeiro que somam aproximadamente 150 colmeias. “ Depois de tantos anos de trabalho em diversos municípios, muitas histórias, muito aprendizado, posso contabilizar em torno de 5 mil capturas ao longo dos anos como apicultor”, finalizou.

Foto: paulo sérgio polônio

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