Prefeitura lança bioinsumos no Canal da Cidade para revitalização das lagoas

Ação em parceria com a UFF trará equilíbrio ao complexo lagunar do município, com a utilização de microrganismos

A Prefeitura de Maricá realizou nesta terça-feira (09/11) o primeiro lançamento de bioinsumos sólidos e líquidos no Canal da Cidade, no Centro. A atividade marcou o início do processo de revitalização das lagoas por meio de microrganismos vivos, sem a utilização de compostos químicos, uma iniciativa pioneira do município.

A ação faz parte do Programa Lagoa Viva, lançado em agosto deste ano por meio de uma parceria entre a Companhia de Desenvolvimento de Maricá (Codemar) e a Universidade Federal Fluminense (UFF). O lançamento dos materiais biodegradáveis irá continuar pelos próximos 18 meses, em diferentes pontos do complexo lagunar da cidade.

“Maricá tem um sistema lagunar muito rico e ganhará ainda mais vida com esse programa. A ideia é trazer uma quantidade maior de oxigênio e salinidade às lagoas, atraindo peixes e outros animais colonizadores. O programa é essencial para todo o desenvolvimento do município, reunindo o lançamento dos bioinsumos e a propagação de boas práticas ambientais à população”, explicou Eduardo Brito, diretor de Arranjos Produtivos da Codemar.

O professor da UFF, Estefan Monteiro, responsável por coordenar o Programa Lagoa Viva, explicou que o trabalho se inicia nas lagoas que estão contaminadas  “Esses ambientes se tornam propícios para espalhar os bioinsumos pelo complexo lagunar, utilizando apenas microrganismos que já existem no nosso corpo. Através do lançamento das biobolas (resíduos sólidos) e dos líquidos, a água poluída será retrabalhada e chegará à lagoa mais limpa, trazendo somente ganhos à população”, acrescentou o professor.

Benefícios a longo prazo

O ecossistema local reúne uma parte de microorganismos bons, uma de nocivos e outra de neutros. Os bioinsumos vão potencializar os microorganismos neutros, ‘treinando-os’ para que trabalhem com os positivos, resultando na revitalização progressiva do ecossistema.

Os dejetos das lagoas serão, então, transformados em novos resíduos, que servirão de alimento para peixes, camarões e pássaros, reativando a cadeia local.

O mestrando em biogeoquímica na UFF, Lucas Vanderlei, de 26 anos, que participa do Lagoa Viva, afirma que o trabalho trará mudanças significativas à região.

“Esse projeto contribui bastante com o município. Fazemos pesquisas e coletas no complexo lagunar, com o objetivo de revitalizar as lagoas e rios. Moro em Maricá há mais de 15 anos e faço esse trabalho por amor, buscando sempre trazer melhorias a minha cidade”, reforçou.

Próximos passos

Com o avanço da vacinação contra a Covid-19, ações educacionais serão promovidas com as crianças e os adultos da cidade, buscando apresentar os impactos positivos do programa Lagoa Viva no cotidiano da população, além de reforçar que o trabalho de revitalização do ecossistema lagunar é uma construção coletiva.

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